quinta-feira, 17 de julho de 2014

Fogo



Se está doendo, Faz uma poesia.
Se está transbordando, coloca no papel.
Se não está cabendo em si, transforma em letras.
É a melhor forma de expandir um sentimento
que não tem mais pra onde ir,
que já não cabe mais dentro de si.
E de tanto escrever, e escrever e escrever,
O sentimento deixa de ser.
Deixa de existir.
Vira história a ser contada,
poesia a ser lida,
lembrança guardada,
passado escrito.
E quando por ventura der saudade,
vai lá e lê tudo de novo.
E se a leitura não valer a pena,
lembre que tbm existe fogo.

 (Nanda Assis)

3 comentários:

brisonmattos disse...

é desse fogo que eu falo. Sem ele todo o resto fica sem sentido.
Até ler uma poesia sua pode ficar sem sentido.

brisonmattos disse...

não consigo me alimentar só de escrita e poesia como voce.

Lu Dantas disse...

Às vezes, também faço das letrinhas as minhas fiéis confissões. Nem sempre é o que é. Pode ser o que seria ou o que será. Acredito que o importante é externar e deixar sair.

www.lucadantas.blogspot.com.br