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domingo, 6 de novembro de 2016

Janela

Resultado de imagem para janela aberta vento


Eu não sei mais o que dizer a você,
pois todas as palavras já foram ditas,
já me expressei de todas as formas,
das piores formas,
e nada, absolutamente nada fez com que você voltasse.
Palavras não mais adiantam para nós.
Nem mais existem nós,
nem laços, nem amarras, nem algemas.
Sim, as algemas foram enferrujando com o tempo,
e a chave foi perdida em uma gaveta qualquer.
A única coisa que passa em minha cabeça é o tempo,
perdido estamos, sem tempo para a vida.
A vida já se tornou mecânica,
e nossos sorrisos limitados pelos problemas
que não estamos passando juntos.
Cada um com os seus sonhos.
Não sei mais a cor dos seus olhos,
a cor da sua áurea.
Está tudo desbotado em nós.
Ainda guardo uma lembrança sua,
mas nem me lembro de olhar.
Seu olhar não brilha mais como antes.
Meu brilho está guardado em um dos sete bolsos
daquela sua calça que vira bermuda e ainda
dá pra usar do outro lado.
tres calças em uma.
Assim é você, tres homens em um.
O romantico, o louco e o cafajeste.
O romântico ainda pensa em mim,
o louco me deixou partir
e o cafajeste é o que espero todas as noites
com a janela aberta.
Já olhou a lua hoje?

(Nanda Assis)

domingo, 9 de outubro de 2016

Realidade





Quem me deras se minha saudade
fosse só de um dia bom que vivi...
De um lugar bonito que passei
ou de uma festa que eu fui...

Bom seria se minha saudade fosse
só de um tempo que passou,
de uma música que tocou,
ou de um amigo que se mudou.

Há como seria bom
se minha saudade fosse de um Natal,
de um almoço em família,
ou simplesmente da época da escola.

Minha saudade é pior,
bem pior...

É saudade de alguém,
Do cheiro desse alguém
da voz, do olhar, do beijo...
É saudade de toque,
de cor de pele,
da pegada...
Saudade das loucuras,
das noites acordada,
do choro e das risadas.

Minha saudade é o pior tipo de saudade
que se pode existir.
Por que saudade boa a gente aguenta,
mas saudade de gente, se mistura
com desejo, com vontade, com ansiedade,
loucura e tristeza.

A pior saudade, é a saudade daquilo
que ainda existe, mas por algum motivo
estúpido, nunca mais será realidade.

A saudade que sinto é a
realidade que eu vivo;

Saudade é a doença da realidade.
A minha morreu.

(Nanda Assis)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Me espera


Resultado de imagem para estrada, indo sozinha

Eu preciso de um tempo para pensar em nada.
Minha mente turbulenta,
fala em você o tempo todo.
Não desliga, não te esquece,
só lamenta por cada lembrança.
Sou traída por mim mesma.
Quantas promessas já me fiz,
e quebrei no instante seguinte.
Não sei qual parte do meu corpo dói mais
quando penso em você.
Não sei onde estão os meus sorrisos,
não consigo ser natural,
espontânea ou feliz.
Qualquer pessoa que me olhe hoje,
consegue ver que carrego uma dor.
Eu sou vazia.
Você levou tudo!
Eu continuo, por que o mundo
não gira em torno de mim.
Eu sigo no silêncio dos meus dias,
nessa estrada deserta,
olhando pra trás a cada dois passos,
na espera de te ver vindo,
acenando,
pedindo me espera.
Eu sigo te esperando.

(Nanda Assis)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Migalhas





Como um pássaro, vivo de suas migalhas,
sobrevoando ao seu redor,
tentando pousar no seu ombro
e falar de amor ao seu ouvido.
Canto em sua janela,
na porta da sua casa,
no caminho para sua faculdade,
mas você não me ouve.
Eu sobrevoo sua vida,
sobrevoo seu presente e seu passado.
As migalhas que você deixa pelo caminho
me alimentam, me sustentam,
tornam cada dia mais forte o amor que sinto.
Como um pássaro livre,
eu gostaria de estar dentro da sua gaiola...
Aprisiona-me!

(Nanda Assis)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Viagem




As vezes dá vontade de fugir,
pra um lugar novo, com outro cheiro.
Encher o  tanque e sair sem muita pressa,
deixando que o destino me guie.
Colher flores nas estradas,
beber um café numa cidade qualquer,
pedir informação a um estranho,
como se eu soubesse onde quero chegar.
Mentir sobre quem eu sou,
dormir em qualquer lugar,
comprar lembranças como se eu fosse presentear,
As vezes uma mala só basta.
É preciso levar pouca bagagem,
de muito, só nossos sonhos.
Quando o peso dos erros nos incomodam as costas,
é preciso fugir, por aí, fugir de quem somos,
de quem fomos, e tentar encontrar um novo ser!
Fugir do eco que faz um coração vazio,
Fugir do barulho ensurdecedor de nossa mente...
As vezes o que nos cura,
é o silencio das estradas.

(Nanda Assis)

sábado, 6 de agosto de 2016

Problema




Você não vem mais aqui,
não sabe o que deixei para você.
Como uma aula de matemática da terceira série
você me esqueceu.
Sempre fui seu maior problema,
e de tanto tentar resolver,
você resolveu não voltar.

(Nanda Assis)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Nunca




Eu nunca pude te amar de verdade.
Ninguém nunca deixou.
Sempre tinha alguma coisa para me frear,
para te impedir.
Eu admirava sua camisa de manga longa,
e as cutículas tão grandes das suas unhas,
eu sonhava com essa mão no meu cabelo.
Mas sempre tinha algo para nos impedir.
Nunca podemos ser de nós,
nunca conseguimos dormir tranquilos
uma noite inteira, sempre correndo,
fugindo, fingindo.
Eu queria ter vivido isso ao máximo,
ao extremo, mas foi impossível.
Nunca pude me entregar por completa.
Não era pra ser, pelo visto, pois não foi.
O mundo sempre contra,
só nós a favor.
Não foi o bastante.
Você nem precisou das chaves...
As algemas nunca foram usadas!

(Nanda Assis)

domingo, 31 de julho de 2016

Silêncios





Eu coleciono amores fracassados...
É julho e nada mudou no meu calendário.
Faz frio, faz sol, e faz machucado.
Sopro as feridas ainda abertas,
amores errados e palavras incertas,
corro por todos os lados,
e todas as ruas estão desertas.
Me perdi de mim a um tempo atrás.
Aquela saudade louca, já não sinto mais,
a vida muda e eu mudei demais.

Eu coleciono amores errados,
beijos roubados,
abraços apertados,
silencios provocados,
noites em claro.
Não quero nada do passado,
deixa aqui meu coração quebrado,
sufocado, agora remendado,
por é com ele que tenho me virado.

Hoje julho termina...
Por mim não deveria nem ter começado!

(Nanda Assis)

sábado, 30 de julho de 2016

Pássaros




Sonho sempre que estou voando,
muito alto que mal posso ver as coisas no chão.
E sempre acordo perdida, confusa,
olho pro lado, e lá está você, dormindo,
feito criança.
Acho que amar é bem isso,
poder voar o quão alto quiser
e ter sempre um galho seguro para pousar.
Ser amado, é ganhar asas!

(Nanda Assis)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Saudade crônica




Eu tenho uma saudade indecifrável.
Parece um filme,
parece um novo lugar,
parece algo antigo,
só que não consigo saber o que é.
Uma saudade que vem na madrugada
que vem na música dos anos 80,
que vem não sei de onde.
Que saudade é essa que me encoraja a querer ser o que não sei.
Que me faz querer fazer o que nunca fiz.
Saudade é uma doença crônica,

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Por que te quero?




Por que sua barba parece ser macia e meu pescoço coça.
Por que vc é engraçado, e minha boca sorri.
Por que seu jeito é desengonçado, e combina com o meu.
Por que sua voz é gostosa, e meu ouvido se sente acarinhado.
Por que sua mão é grande e aconchega a minha.
Por que vc é alto e me sinto uma bailarina.
Por que vc é poeta, maluco e pensador, e isso me conforta.
Por que vc sumiu e agora voltou, e eu gosto do regresso.
Por que seu cheiro é discreto, seu olhar também, isso me confunde.
Por que eu não tenho a menor chance mas gosto do desafio.
Por que vc fez uma musica legal e eu qria que fosse comigo.
Por que vc tem estilo e me reconheço nele.
Por que isso é uma ilusão e eu gosto de sonhar.
Por que é só paixão, mas eu poderia te amar!

(Nanda Assis)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Para sempre.

Believe daisy tattoo:


Eu escrevo menos sobre você,
aprendi a andar sozinha.
Você ficou em todas as letras da minha vida,
e eu não consegui apagar,
como aquela tatuagem que você fez pra mim...
Eu não quero te escrever mais,
pois cada vez que escrevo nasce um sentimento novo,
que precisa ser vivido ao seu lado,
mas não existe lado,
não existem mais palavras,
você foi se apagando com o tempo,
como aquele papel amarelado, que de tão velho,
não se consegue mais ler algumas coisas.
É possível ler seus olhos marejados quando vez ou outra
passa por aqui, apenas por capricho, na busca
de descobrir se ainda é o motivo das minhas palavras.
Sim você ainda é, você sempre será.
Pois amor não é como letras que podem ser apagadas,
e nem como palavras que podem ser esquecidas.
O amor é como tatuagem,
como aquela que você fez pra mim.
Pode ser apagado, mas de tão bonito, a gente deixa
marcado em nossa pele.

(Nanda Assis)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Queda livre




Eu gosto de ler o que já escrevi para você,
traz á tona alguns sentimentos.
Você foi a saudade mais sentida,
a ferida mais doída,
a lágrima que salgou o gosto que tinha de você
em minha boca.

Gosto de olhar nossas fotos,
traz a tona momentos que jamais voltarão.
Você foi a melhor canção que ouvi,
a dança de rosto colado que tirou meus pés do chão.
Você foi um furacão de amor.

Gosto de imaginar como seria se ainda estivesse aqui,
como estaria branca sua barba no meu pescoço.
Como estaria madura suas palavras em meu ouvido.
Como seria livre nossos abraços apertados.

Eu não penso mais em você como antes,
mas quando a recordação vem,
ele me derruba de um prédio de 120 andares.
Talvez a dor da chegada ao chão não seja tão forte,
mas o frio na barriga é o mesmo do dia em que te vi
parado na frente do meu carro.

Eu vi que era amor, quando você me mostrou
que a sua loucura podia ser maior que a minha.

(Nanda Assis)

sábado, 7 de maio de 2016

Poluição



Está difícil respirar...
O amor está poluído.
Me sinto sufocada na fumaça da saudade,
meus olhos não podem ver direito,
é muita poeira diante de mim,
Poeira da ingratidão.
A solidão intoxica meus interior.
O silêncio causa tosse,
A paixão se decompõe no meio do lixo
das palavras vazias que ninguém mais ouve.
O destino está cheio de urubus rondando em volta.
O amor está poluído,
perdi a pureza quando você partiu.
Não há mais o que respirar,
meus pulmões cansados em busca do ar que vc
me tirou naquele beijo,
enfraquece a cada vez que lembro do gosto.
Não há mais o que reciclar.
O amor não é reciclável.
O perdão é o purificador, mas quebrou.
Meu coração quer um mundo mais limpo para morar,
mas a sua sujeira está agarrada em cada batida.
Se algo de bom ficou,
foram as lembranças,
o amor está poluído,
mas ainda resta uma flor.
O Girassol é o último que morre.

(Nanda Assis)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Relógio





Te querer além do tempo...
Ser aquele relógio parado, esquecido num canto qualquer...
Reviver ao te sentir passar por mim novamente.
Voltar a bater freneticamente, como se a juventude ainda em mim morasse,
um coração disparado,
um relógio que retoma o tic tac de todo tempo perdido,
que passei sem você.
Sentir de novo cada espetada cruel de suas palavras.
Me mover a cada segundo sentindo o som da sua voz
ao pé do ouvido, me chamando das piores coisas,
aquelas que fazem meu coração pulsar,..
Despertar na hora certa pra vida que não mais quer nos esperar,
Perturbar teu sono com o barulho dentro da minha cabeça,
marcar a hora do seu partir, e contar os segundos do seu voltar,
Parar no tempo todos os dias, pra suas mãos me acertar.
Esperar por você tanto tempo, ao ponto de não saber mais
em que tempo me encontro.
A certeza que voltaria, fez leve a minha espera.
Conseguir manter intacto tudo aquilo que sempre foi seu.
Te entregar na hora certa, me entregar sem hora pra parar.
Sua...
nunca meu.
Matar a tempo a saudade,
matar a tempo a vontade
nunca morrer de amor,
mas por amor!
Ter a certeza do abandono e valorizar cada segundo,
Escrever seu nome nas horas do meu dia que pertencem a você.
Tudo é seu,
nada quero.
Ser como um relógio atrasado que corre atras do tempo,
e quando chega na hora certa, ela já passou.
Estar sempre errada,
atrasada...
Ter todo o tempo do mundo,
ao ponto de não saber mais se é dia ou noite.
Despertar as tres da manha e ver que foi apenas um sonho.

(Nanda Assis)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Palavras

,


Algumas palavras me lembram você...
Salas, quartos, vazio no meu peito!
Por do sol, represa, toalha de mesa.
Violão,mesma canção, sempre!!
Você as vezes está em tudo,
e não consigo te associar a nada do meu hoje.

Você virou saudade, paz ao lembrar.
Você virou palavras...
Sorte, corte no meu dedo, sopro seu.
Seu sopro tinha cheiro de menta, mentia muito!

Certas palavras me lembram de tudo!
Foto na parede, manga, mãos dadas ao caminhar.
Olhos verdes no sol, castanhos sempre.
Dentes, brancos, mordida no pescoço.
Marcas, cordas, gritos, dor de amor.

Você virou um jogo de palavras cruzadas...
cruzou, caminho, seguiu, sozinho.
esperei, cansei, levantei, recomecei.

Algumas palavras me lembram você...
esquecer, esquecer, esquecer...
esqueci de mim!
insonia, escrever, cansada, acredito, cheiro...
voz, crise, riso, madrugada, ronco.
Baby, bíblia, busca, barba, boca, sua!

Algumas saudades me lembram você...
Você é a minha palavra preferida.

(Nanda Assis)


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

culpada



 Eu fico muito carente as vezes,
culpa sua que me acostumou mal.
Você diz que me ama, com a boca colada na minha,
e morde meu pescoço dizendo que é louco por mim.
E quando está cansado dos seus dias, e se afasta,
eu sinto um vazio imenso, parece que estou suspensa no ar.
Eu queria poder resolver todos os seus problemas,
e fazer você entender que é o melhor em tudo.
Queria dar o mundo a você, só pra te ver descansar.
Seu corpo é forte e carrega tanta coisa...
Eu queria poder carregar tudo para você.
Quando você me chama, e pede desculpas,
por não ter me dado atenção, e ter precisado ficar sozinho,
me dá um frio na barriga, e a certeza de que você não é o culpado.
Você faz tanto por mim,
e eu muitas vezes não digo nem obrigado.

(Nanda Assis)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Concha



A concha guarda dentro de si a saudade do mar.
Assim como eu guardo em mim a sua saudade.
Se vc encostar uma concha no ouvido
conseguirá ouvir, o barulho das ondas,
ainda que esteja a quilometros de distancia do mar...
Assim sou eu...
Dentro de mim guardo sua voz,
e todas as palavras boas que me disse,
guardo seu cheiro doce,
seu sorriso,
nossas lembranças.
Onde quer que eu vá,
é possível ouvir o seu barulho em mim,
basta encostar o ouvido
bem perto do meu coração.
Uma concha não pode viver
longe do mar.

(Nanda Assis)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Casa




A decoração da sua casa,
é a extensão da sua alma.
Li essa frase e pensei...
Minha alma é simples,
é amorosa,
é equilibrada,
é confortável e quentinha,
as vezes muito quente.
Minha alma é iluminada,
toca o céu,
sai do chão...
Minha alma é como eu mesma,
uma grande bagunça charmosa!
Minha casa voa, minha alma é boa!

(Nanda Assis)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Iguais




Eu gosto de observar casais nas ruas,
imagino o que ele viu nela, e o que ela viu nele.
Observo as diferenças físicas um do outro,
e a maneira como se olham... se tem amor naquele olhar.
Observo muitos detalhes.
As mãos dadas, a que está por cima é o mais protetor.
Quem paga a conta,
quem dirige o carro,
quem fala mais e quem ouve mais,
se as cores das blusas são iguais,
o que levam no carrinho do supermercado,
qual usa mais o celular...
Eu não sou curiosa e  enxerida,
apenas gosto de reconhecer o amor nas pessoas,
de tentar saber se elas são felizes como eu sou.
Se seus olhos brilham,
se acreditam no destino.
Eu gosto de tentar decifrar pessoas estranhas.
Os outros casais muitas vezes parecem patéticos,
eu e você somos o melhor casal que conheço.
Afinal eu sei que existe amor, eu sei o que vi em você,
eu acredito em destino, vc paga a conta, vc dirige,
tem amor em nossos olhares
e combinamos as cores de nossas roupas.
Acho que somos o casal mais patético do mundo,
aos olhos dos outros!
Amar é ser pateticamente bobo!

(Nanda Assis)



domingo, 8 de novembro de 2015

Cheiro


aroma

Alguns momentos se eternizam não pelas fotos e videos,
mas pelos cheiros e sensações.
Pelos sons e pelos sentimentos.
A melhor lembrança é aquela que é sentida,
em todos os seus sentidos.

 (Nanda Assis)

domingo, 4 de outubro de 2015

Rimas

 


TODOS OS CAMINHOS QUE ME LEVAM A VOCÊ
NÃO TÊM SAÍDA...
VOCÊ É UM LABIRINTO
E EU ESTOU PERDIDA....

(Nanda Assis) 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Parabéns!




 Eu não me esqueci do seu dia...
Mas sim da sua voz, do seu rosto das suas mãos...
Eu lembrei de vc, quis te mandar uma mensagem,
mas esqueci seu número, seu e-mail, seu endereço...
Procurei uma carta sua, pra sentir seu cheiro nela,
mas acabou, evaporou, e não me lembro do seu cheiro...
Seu Portinari, doce e marcante como você.
Eu lembro do girassol... da carpa... da cor da pele...
Eu me esqueci de te esquecer!
Deixe sempre a sua vela acesa.

 (Nanda Assis)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vega



O deserto é imenso e vazio...
Quando criança, o professor de Geografia contou,
que o Deserto é um lugar que abriga pouca vida.
Que suas paisagens mudam conforme os ventos,
que seu solo, apesar de fofo, é duro de caminhar,
que o calor castiga o corpo, e cega os olhos as miragens.
Ele dizia que no deserto, existem tesouros escondidos
e muito valiosos.
Não existem tempestades no Deserto,
e pouca é a natureza quando tem.
Eu nunca esqueci a palavra Vega,
que significa, um rio no Deserto...
Lugar de pouca água...
Meu coração um dia se tornou como o Deserto,
e se fez tão solitário quanto...
Mas você apareceu, e invadiu, ao meio...
Você é meu Vega,
Você é um rio no meio do meu Deserto.

(Nanda Assis)

domingo, 9 de agosto de 2015

Dia dos pais

 


E de novo vem essa data comercial...
Como se o dia dos pais fosse apenas uma vez no ano...
Em um dia não se educa um filho,
Um dia não é o bastante para se contar tantas histórias...
Para se consertar tantos brinquedos,
ou ensinar tantos problemas de matemática.
Em um dia não se vê todos os episódios
do desenho animado preferido,
nem faz todos os passeios malucos,
como pescar, andar de skate, ir no zoológico,
andar á cavalo, nadar na cachoeira ou na praia,
visitar a vovó e o vovô, tomar sorvete...
Não é apenas em um dia que se ensina a andar de bicicleta,
jogar futebol, ou até mesmo fazer roupinhas de bonecas.
Um dia não se cuida de uma gripe ou uma dor de barriga,
não se passa apenas uma noite em claro, acalmando o choro,
ou o medo do escuro.
Não precisamos de uma data para lembrar daquele que
é o nosso chão, a nossa mão, a prova de Deus!
Se um pai merece um presente, que seja presenteado então
todos os dias, com a nossa gratidão,
nosso sorriso, e nosso amor!
Por que dia dos pais não existe,
O que existe é a graça de ter um pai.
O meu já foi morar com Deus!

(Nanda Asis)